A infraestrutura logística é um aspecto fundamental na economia brasileira. Isso porque, rodovias, ferrovias, portos, hidrovias, aeroportos, armazéns e centro de distribuição formam boa parte da rede responsável por transportar matérias-primas, produtos e mercadorias de uma extremidade à outra do país.
Por conta disso, quando essa infraestrutura opera de forma eficaz, as empresas conseguem minimizar custos, aprimorar prazos de entregas e elevar sua competitividade. No entanto, a presença de gargalos, prejudica toda a cadeia, tornando o custo do frete mais caro, provocando atrasos nas entregas, perdas de mercadorias, além aumentar o consumo de combustível e dificultar a abordagem em mercados cada vez mais exigentes.
O planejamento nacional reconhece a necessidade de integrar e otimizar a matriz de transportes no Brasil. Assim, o Plano Nacional de Logística (PNL) se concentra na análise da infraestrutura atual e na busca de soluções para melhorar a oferta dos diferentes modais de transportes.
Mas, afinal, quais melhorias são necessárias na infraestrutura logística?
1 – Melhor conservação e ampliação das rodovias
O transporte rodoviário tem um papel essencial na logística em nosso país. Desse modo, a maioria das empresas realiza seu transporte por meio de rodovias, onde a carga percorre trechos iniciais e finais de suas rotas.
Nesse contexto, ter estradas em boas condições é um dos principais fatores para garantir segurança, previsibilidade e eficiência.
Em contrapartida, a pavimentação inadequada, a ausência de manutenção, os congestionamentos e os trechos complexos da malha rodoviária, geralmente aumentam o tempo das viagens rodoviárias e elevam os custos operacionais.
Para cargas pesadas e de grandes dimensões, o desafio é ainda mais complicado. Em virtude que, no planejamento de rotas precisa-se necessariamente considerar o estado das vias, a carga suportada pelas pontes, além de curvas, entradas, restrições de circulação e necessidade de autorizações específicas.
Nesse cenário, infraestrutura rodoviária e planejamento logístico precisam caminhar juntos.
2 – Ampliar a participação das ferrovias
Outro ponto a ser considerado é a diversificação da matriz de transportes.
O Brasil possui dimensões continentais e movimenta grandes volumes de commodities e produtos industrializados. Por conta disso, promover melhor conexão entre rodovias e ferrovias é uma estratégia crucial, capaz de tornar alguns fluxos ainda mais eficientes.
Pensando nisso, como o planejamento logístico nacional visa otimizar os custos de transporte, torna-se relevante o uso de modais apropriados para cada tipo de operação.
Contudo, isso não implica em substituir o transporte rodoviário. Na realidade, a tendência é de maior integração entre os dois modais.
O caminhão continua indispensável para conectar fábricas, portos, centros de distribuição, obras e clientes aos demais pontos da cadeia logística.
3 – Investir em portos e acessos portuários
O comércio exterior brasileiro depende diretamente da eficiência dos portos.
Por essa razão, não é suficiente ter um terminal moderno se o acesso por transporte rodoviário enfrenta vários problemas. Logo, para que uma operação portuária funcione adequadamente, é preciso considerar toda a cadeia que conecta a origem da carga ao seu destino final.
Dessa forma, torna-se imprescindível investimentos em estrutura interna dos portos, assim como, nos acessos rodoviários, em áreas de armazenamento, terminais intermodais e sistemas de gerenciamento de cargas.
É importante destacar que a integração entre esses componentes pode reduzir movimentações desnecessárias e melhorar a previsibilidade das operações.
4 – Desenvolver o transporte hidroviário
De maneira geral, o Brasil possui uma vasta rede hidrográfica, no entanto, o potencial desse transporte pode ser aprimorado e utilizado de forma mais eficiente em várias áreas.
Sendo assim, o modal hidroviário é considerado relevante para grandes volumes e determinadas rotas de longa distância. Entretanto, sua eficiência está interligada a fatores como a navegabilidade, as instalações portuárias, a sinalização, a manutenção dos leitos fluviais e a conexão com outros tipos de transporte.
A situação recente do rio Tapajós demonstra como as condições de navegabilidade podem ter impacto direto sobre o escoamento de cargas e sobre a escolha dos modais disponíveis.
Dessa maneira, desenvolver hidrovias também significa investir na infraestrutura que permite conectá-las ao restante da cadeia logística.
5 – Melhorar a armazenagem e a infraestrutura de distribuição
Logística vai além do que simplesmente transportar mercadorias. Posto que, a carga passa por diversas etapas, contemplando o recebimento, armazenagem, movimentação, separação, expedição e a entrega ao próximo destino. Por isso, armazéns, terminais, centros de distribuição e áreas de apoio são elementos primordiais da infraestrutura logística.
Uma boa estrutura de armazenamento ajuda a minimizar movimentações desnecessárias, organizar estoques e melhorar o fluxo das mercadorias.
Além disso, operações que envolvem equipamentos como empilhadeiras, guindastes, caminhões plataforma e equipamentos para movimentação de cargas demanda planejamento cuidadoso e estrutura compatíveis com a natureza da operação.
6 – Investir em tecnologia e gestão logística
A infraestrutura física e a tecnologia são componentes que precisam funcionar em conjunto nas operações logísticas.
Com isso, a partir de sistemas que permitem rastrear, monitorar veículos, gerenciar frotas, planejar rotas e compartilhar dados, é possível aumentar a visibilidade sobre as operações.
Portanto, isso é se torna especialmente crucial em operações de cargas especiais, pesadas ou de alto valor, nas quais qualquer imprevisto pode resultar em impactos significativos no cronograma e nos custos do projeto.
Ademais, a digitalização também ajuda as empresas e operadores logísticos a tomar decisões mais rápidas e baseadas em dados.
7 – Preparar a infraestrutura para cargas especiais e projetos de grande porte
O crescimento de setores como energia, indústria, construção e infraestrutura aumenta a necessidade de movimentar equipamentos de grande porte e peso elevado.
Transformadores, máquinas industriais, estruturas metálicas e outros equipamentos especiais normalmente carecem de soluções diferenciadas do transporte convencional.
Nessas situações, infraestrutura e planejamento precisam estar alinhados desde o início do projeto.
Assim também, nesse tipo de operação, recomenda-se a análise de rota, dos acessos, às condições das vias, os pontos de parada, além dos equipamentos necessários para carga e descarga e as exigências legais necessárias à operação.
O futuro da logística brasileira depende da integração
O principal desafio da infraestrutura logística brasileira não é simplesmente construir mais estradas, ferrovias ou terminais. É construir e operar uma rede integrada, capaz de combinar diferentes modais e atender às necessidades de cada cadeia produtiva.
O PNL 2035 foi desenvolvido com uma abordagem integrada dos diferentes modais de transporte e busca orientar a identificação e a priorização de projetos e intervenções na infraestrutura nacional.
Para o setor privado, essa evolução representa uma oportunidade de investir em aspectos como planejamento, tecnologia, equipamentos e profissionais especializados.
Como as empresas de logística contribuem para essa transformação?
Enquanto grandes projetos de infraestrutura dependem de investimentos públicos e privados, as empresas de transporte e logística têm um papel diário na eficiência dessa rede.
Pois, com uma operação bem planejada possibilita a redução de desperdícios, evita atrasos e encontra soluções adequadas para cada tipo de carga.
A GLOG atua em diferentes frentes do transporte e da logística, oferecendo soluções para transporte pesado, superpesado, carga geral e contêineres.

